Como vou saber o que Deus quer da minha vida?

Escrevi esse resumo em 14/01/2001 quanto li o livro do mesmo título do Floyd McClung. Outro dia ao pegar meus cadernos de estudos antigos eu o encontrei e decidi compartilhar.

Deus tem um propósito geral em Efésios 1:3-11 no qual diz que: “fomos predestinados para ele, para a adoção de filhos por meio de Jesus.”

Existem aspectos específicos para cada um de nós e são esses aspectos que nós iremos aprender a identificar a medida que nos aprofundamos ao estudar a Bíblia e ao nos relacionarmos com Deus.

Para recebermos orientação são necessários alguns pré-requisitos básicos. Precisamos solidificar as bases da nossa crença para que não venhamos a desmoronar com as lutas do dia-a-dia.

Para isso podemos começar observando a Palavra de Deus.

a) É vontade de Deus que creiamos no Senhor Jesus

“Ora, o seu mandamento é este, que creiamos em o nome de seu Filho Jesus Cristo…” I João 3:23

O carcereiro de Filipos indagou: “Senhores, que devo fazer para que seja salvo?” E a resposta que Paulo deu, felizmente foi bem simples: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo” Atos 16:30-31

b) É vontade de Deus que nos entreguemos totalmente a ele

Há pessoas que primeiro desejam conhecer a vontade de Deus para depois resolver se irão ou não obedecê-lo.

Essa rendição à vontade de Deus deve ser incondicional.

c) É vontade de Deus que amemos os perdidos

“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânime para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” 2 Pedro 3:9

A pregação do evangelho não é responsabilidade apenas dos obreiros, dos “profissionais da fé” cristã, mas de todos os salvos, sejam tímidos ou extrovertidos.

Nosso amor é a melhor pregação que existe.

d) É vontade de Deus que pratiquemos suas boas obras em Cristo

Tiago afirma que se a fé não tiver obras é morta. A fé reside em nosso interior e as obras são os aspectos externos da fé.

Fé = Raiz

Obras = Frutos

e) É vontade de Deus que cresçamos espiritualmente

Cada um precisa cuidar de seu próprio crescimento espiritual, com duas práticas importantes: oração e leitura da Bíblia.

“Por isso mesmo, vós, reunindo toda vossa diligência,
associai com a vossa fé a virtude;
com a virtude, o conhecimento;
com o conhecimento, o domínio próprio;
com o domínio próprio, a perseverança;
com a perseverança, a piedade;
com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor.” (2 Pedro 1:5-7)

f) É vontade de Deus que nos sujeitemos as autoridades governamentais

Sujeitando-se as leis de nosso país e respeitando as autoridades (1 Pedro 2:13-15).

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor;
quer seja ao rei, como soberano;
quer às autoridades como enviadas por ele,
tanto para castigo dos malfeitores,
como para louvor dos que praticam o bem.
Porque assim é a vontade de Deus,
que, pela prática do bem,
façais emudecer a ignorância dos insensatos”.

g) É vontade de Deus que, ao passar por provações e tribulações, cresçamos espiritualmente

Deus utiliza os problemas que encontramos em nossa existência para desenvolver nosso caráter. (Tiago 1:2-4)

h) É vontade de Deus que vivamos de acordo com as instruções do Espírito Santo, e não segundo nossos desejos egoístas (1 Pe 4:2)

Jesus ensina que aquele que não negar a si mesmo, não tomar a sua cruz e não viver para ele não se acha apto para seu reino.

i) É vontade de Deus que defendamos os direitos dos necessitados

“Consideremo-nos também uns aos outros para nos estimularmos ao amor e as boas obras. Não deixemos de congregar-nos como é costume de alguns; Antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.” (Hebreus 10:24-25)

j) É vontade de Deus que perdoemos e amemos aqueles que nos ofendem

Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou.” Efésios 14:32

Com essas vontades apresentadas por Deus sendo cumpridas, Deus então pode usar-nos e confiar-nos “missões especiais”.

Aprendidos os conceitos do propósito geral, iremos discorrer dos propósitos específicos e para tal vejamos:

A tendência do ser humano é ignorar as coisas corriqueiras e atentar só para o espetacular.

Mas o segredo para sabermos a vontade de Deus é servi-lo onde já nos encontramos. E com as atividades simples que são necessárias de serem executadas.

Se gostaríamos de trabalhar no ministério em um campo específico e ele não existe, então porque não começarmos a ajudar no que já é visível.

1- Ser fiel no pouco

Quando somos fiéis nas pequenas coisas que Deus nos confia no presente, ele nos confiará outras mais importantes no futuro.

2-Ser fiel nos bens materiais

“Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco, também é injusto no muito. Se pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza?” (Lucas 16:10-11)

3- Ser fiel com os bens alheios

Todos os pastores ao saírem para um ministério independente, devem fazer isso após terem trabalhado em outro ministério.

No reino de Deus, a fidelidade é uma virtude extremamente valiosa.

Nossos talentos e a vontade de Deus

Algumas vezes somos direcionados a atividades que não gostaríamos de fazer, mas isso também nos serve de aprendizado. Ou somos direcionados porque não sabemos bem o que fazer.

Então como devemos saber o que fazer para identificar nossas habilidades:

  1. Façamos uma análise sincera de nós mesmos
  2. Prestemos atenção ao que dizem a nosso respeito quanto as nossas habilidades
  3. Sejamos como Deus que que sejamos
  4. Não menosprezemos nossos gostos e talentos naturais

Instruções Específicas

Será que avaliando as questões acima não tenderíamos a uma decisão que não é a de Deus?!

A oração é o meio determinado por Deus para termos comunhão com Ele. E já que orar é conversar com Deus, devemos dar a Ele a oportunidade de falar aos nossos corações.

Precisamos passar alguns momentos em silêncio, procurando ouvir Sua voz, ou seja meditando bem sobre todas as impressões daquela atitude que devemos tomar.

Façamos isso 1,2,3, quantas vezes necessitarmos até chegarmos a uma decisão convicta. Há paz na decisão que tomamos se é da vontade de Deus, pois ele concede-nos paz como confirmação.

Se não tivermos tempo para isso é porque não é de Deus. Afinal Deus não nos pressiona a tomarmos uma decisão.

Faça uma lista das questões envolvidas na decisão:

  • Quem será afetado?
  • Quanto tempo durará?
  • Que mudanças ocasionará?
  • Por que haverá mudanças?
  • Qual será o resultado final?
  • Essa decisão vai glorificar à Deus?
  • Será de benefício para alguém?
  • Já consultei pessoas sábias?
  • E os amigos mais chegados?
  • Qual a minha intenção ao tomar esse decisão?
  • É algo que posso fazer com honradez?
  • Vale a pena?
  • Posso envolver nesse projeto pessoas das minhas relações?
  • Tenho os talentos e habilidades necessários?
  • Será está a hora certa?
  • Essa decisão se harmoniza com as metas de vida que estabeleci para mim mesmo em oração?
  • Irá prejudicar outros compromissos meus?

Ao confiarmos em Deus a nossa decisão, não significa que não iremos passar por dificuldades. Ou que não possamos nos enganar em algo que fizemos, mas sejamos humildes para admitir o erro.

Não existe mágica para Deus falar conosco. Mas precisamos saber identificar quando for da vontade de Deus se revelar a nós seus filhos.

“Eu é que sei que pensamentos tenho o vosso respeito, diz o Senhor, pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” Jeremias 29:11

Que possamos entender o que Deus deseja de nós.

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