A memória de Eliza

Morreu contigo tudo, tudo quanto

Me avigorava e me floria a vida

De tento nobre estimulo, querida,

Só me ficou o estímulo do pranto.

Amor do estudo, entusiasmo santo

Pelo labor, pela fecunda lida,

Gloria, energia, sonhos , a atrevida

Marcha ao porvir que encorajavas tanto.

Nada sobreviveu à tua morte!

E agora está meu coração tão frio,

Tão estéril meu cérebro e sem norte,

Quem nem posso dizer-te, num sombrio

Verso arquejante, dolorido e forte,

Como deixaste este meu ser vazio!

Martins Junior (05/01/1891)

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