3 passos para fazer seu controle financeiro pessoal

Em tempos de crise, ficamos nos perguntando se existe alguma mágica para fazer o nosso dinheiro render. Infelizmente vou te dar a real não há mágica! Mas há uma coisa chamada controle financeiro pessoal que exige muita disciplina. O que nunca é tarde para aprender e começar a fazer. Você quer isso? Então continue conosco, senão até breve!

Eu gosto muito do tema organização financeira, talvez porque desde muito cedo tive de aprender a lidar com o dinheiro de forma a fazê-lo render. Minha origem humilde me fez valorizar cada oportunidade de ganhar dinheiro, e a minha tendência empreendedora não deixava passar em branco esses momentos. Desenhava papéis de carta para vender as colegas da escola. Aos 10 anos era manicure da família e assim comecei a ganhar meu próprio dinheiro.

Essa grana ajudou nos meus estudos, e me deu a base para lidar com dinheiro até hoje. Considero minha relação com o dinheiro bem saudável. Sei economizar e gastar de forma a ter uma vida equilibrada. Consigo viajar, adquirir bens duráveis, pagar as contas e economizar. É uma pena que nem todas conseguem ter uma boa relação com o dinheiro que ganham.

Lendo a Suze Orman no seu livro Women & Money, me deparei com uma frase bem interessante que traduzirei aqui “Nós temos de desenvolver uma relação saudável e honesta com nosso dinheiro.  E nós temos de ver esta relação como um reflexo da nossa relação conosco mesmo”.

Parei nesse ponto do livro e fiquei horas pensando nele. Algumas pessoas possuem a tendência de sempre estarem no vermelho, e algumas pesquisas dizem que o gênero feminino é bem pior.  Alguns fatores que encontro nos meus processos de coaching e impulsionam os gastos são: frustração, desejo de serem aceitas, substituição de alguém, baixa autoestima, etc.

Concordo que comprar é uma ótima terapia (risos). Mas aprender a ter uma relação saudável consigo mesmo é a chave para uma vida próspera. Ser próspero não significa ser rico ou milionário, mas ter suas contas em ordem e ainda assim conquistar seus sonhos de consumo e realizar projetos pessoais.

A sociedade hoje nos pressiona a todo instante de forma implícita e explicita de que um estilo de vida cheio de propriedades materiais é o adequado. Infelizmente muitas mulheres se sentem esgotadas e vazias, pois não parece haver contentamento com o que tem. Esse contentamento que falo aqui é se sentir grata pelo que já conquistou, tirar um bom proveito e sim pensar em ter mais de forma consciente.

Comece um exercício de abrir suas gavetas e portas do guarda-roupa. Quantas peças você tem lá e não usa? Então por que sai para comprar mais? E os sapatos e bolsas, dá para sair com eles sem repeti-los por um mês? Quanta maquiagem você comprou e nem gostou muito quando usou?  E as joias e bijuterias que não usa mais e nem sabe por que comprou?

Agora retire tudo o que não usa e pense sinceramente no que te levou a comprar essas peças. Você consegue levantar o valor gasto com elas? Será que não daria para saldar parte do seu cartão? Por favor não me julguem mal, comprar é bom, andar bem vestida também. Eu só quero te fazer pensar, se sua compra é racional ou emocional. Porque a emoção pode te enganar.

Eu tenho amigas que compram roupas e não usam, guardam com as etiquetas e depois se arrependem. Algumas clientes chegam em meus processos com dívidas enormes por não resistirem ao impulso da compra, mas esquecem das contas mensais que assumiram e não sobrou dinheiro para a quitação. Encare a real, sentimentos as vezes atrapalham e você pode estar caindo nessa armadilha.

Quero te propor mais um exercício: levante todas as suas contas em aberto. Não sabe por onde começar? Que tal a conta do celular, salão de beleza, roupas, calçados, academia, etc. Some tudo e subtraia dos seus rendimentos mensais. Sobra algum dindin? Ou foi tudo com as contas?

A virada

De posse desses levantamentos, respire fundo, sente-se e siga esses três passos e reflexões para você começar a sua grande virada:

  1. Tome consciência da sua relação com o dinheiro:
  • Como é a sensação ao ver suas contas listadas?
  • Onde você gasta mais?
  • O que você sente quando gasta?
  1. Assuma a responsabilidade sobre o dinheiro:
  • Por que você gastou?
  • O que você esperava de resultado ao gastar?
  • Como você se sentirá se mudar isso?
  1. Decida mudar o rumo da relação:
  • O que farei de agora em diante?
  • O que faço com as contas que tenho?
  • Onde começo a cortar despesas?

Se ao responder pelo menos uma dessas perguntas e o sentimento for de desconforto ou tristeza, então está na hora de buscar ajuda para uma relação mais feliz com você e o seu dinheiro. Porque não adianta você criar uma planilha e projetar seu orçamento, para sabotar depois. Não te iluda com os aplicativos de controle orçamentário e todos os modelos de planilha que há na internet. O controle financeiro começa de dentro (seus sentimentos) para fora (orçamento).

Esse processo de autoconhecimento da sua relação com o dinheiro é reflexo direto ou não da sua relação consigo mesmo? Acredito verdadeiramente que sim, pois quando você tem uma boa autoestima e confiança em si mesma, sabe fazer boas escolhas. Você entende o esforço que fez para conquistar o que tem e valoriza cada uma delas, quando se sente realizada e bem consigo mesmo. Decida mudar, você tem o poder da escolha. E mais uma vez entenda que é de dentro para fora.

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