Seu sonho pode até adormecer, mas jamais morrer

Seu sonho pode até adormecer, mas não morrer. E foi por isso que o meu sonho de criança reacendeu em 10 de Outubro de 2009. De Copenhague chegava a notícia de que o Rio de Janeiro seria a cidade sede dos jogos Olímpicos de 2016.

Mas tudo começou mesmo em 1980, então com 8 anos eu assistia animada aos eventos de Moscou. E lógico amava ver a Misha, minha mascote preferida e de todos os amantes dos Jogos com quem converso. Daquele ano em diante não deixei mais de aproveitar o período dos jogos, para assistir meus esportes favoritos. Além da cerimônia de abertura, especialmente o desfile das delegações e a entrada da tocha.

Meu sonho era participar de uma cerimônia olímpica e para isso eu precisava ser atleta. Mas primeiro precisava descobrir qual esporte praticar, depois teria que me tornar a melhor. Lógico que nos meus devaneios infantis era tudo muito simples. E assim comecei a minha busca.

Tentei alguns esportes, por influência de um dos meus tios, sempre curti musculação e com ele me exercitava toda tarde. Correndo pelo quintal da casa da minha avó, fazendo alongamento, subindo e descendo escada, carregando peso, ufa!  Por influência do meu pai, assisto futebol desde muito pequena. Ainda não andava e já acompanhava meu pai para o campo.

No colégio o professor insistia que aula de educação física era nos dar uma bola de vôlei e virar as costas. Odiava a matéria. Já no segundo grau comecei a frequentar e até curtir as aulas de educação física. O professor sempre nos colocava para correr e tenhamos uma pista legal para isso, além da praça próximo onde fazíamos os exercícios de barra.  Quando comecei a trabalhar foi que me apaixonei pelo Taekwondo, e onde sofri a minha primeira lesão.

Sofreria mais duas lesões sérias mais tarde, que definitivamente mexeram nos meus planos de atleta amadora. Mas continuo amando correr e fazer longas caminhadas. E o tempo estava passando, eu não era atleta de alta performance, mas ainda assim assistia os Jogos Olímpicos e continuava sonhando com meu momento Olímpico.

Acho que os meus momentos olímpicos foram se realizando aos poucos, se eu parar para recapitular. Em 2001 já adulta tive o prazer de ir a Atlanta e aproveitei lógico para visitar o Centennial Olympic Park e tirar algumas fotos. Sentei e fiquei horas vendo o movimento da fonte ao som das músicas.

Em 2004 estive em um evento na Colômbia em que as delegações dos países participantes do congresso desfilavam com os uniformes das nações pelo El Campin, maior estádio de Bogotá.  Foi um momento bacana em que me senti realizando o sonho de desfilar num grande estádio. Não era um evento esportivo, mas mesmo assim muito emocionante.

Os exemplos dos atletas que vi nas competições desde que me entendo por gente, me ajudaram muito. Aprender a lutar pelos meus sonhos, não desistir, seguir em frente diante do fracasso, mudar estratégias, se desenvolver e evoluir. Talvez por isso a fratura de 2010 tenha sido a pior, pois eu tinha uma meta de subir ao Sinai e mesmo após a queda, foi o que fiz. Isso valeu um ano de tratamento, mas uma experiência inesquecível. Com o tratamento pude voltar as corridas por mais algum tempo.

Mas voltando ao Rio2016, eu me inscrevi para várias vagas em 2012/2013. Ficava imaginando que poderia de alguma forma fazer algo pelos Jogos que tanto curto. No final de 2013 finalmente chegou a minha chance. Fui contratada e comecei a fazer parte da equipe que organizava os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Em 2015 acabei saindo, mas acompanhei ansiosa a abertura das inscrições para o revezamento da tocha.

E foi assim que na abertura das inscrições fui atrás do meu sonho adormecido, como eu não podia me inscrever, pedi aos amigos para me indicarem. E fui passando as etapas de seleção para participar do revezamento da tocha. Jamais vou esquecer o dia 29 de Julho de 2016, em que conduzi a Tocha com a chama Olímpica.

Fazer o revezamento foi para mim um momento de superação. Sempre penso em como cada atleta se prepara tanto e mesmo eu não conseguindo me preparar tanto, não fiz feio. Além de ter minha réplica para sempre. Quis escrever um pouco desse sonho, para falar uma coisa muito simples: Não desista dos seus sonhos.

Diante dos diagnósticos e de todas as fraturas eu pensei que o meu sonho não se realizaria. Mas diante das oportunidades que a vida me deu, me agarrei a elas e fiz acontecer. Para quem está de fora talvez isso seja bobagem, mas para você que sonha, nunca deixe que menosprezem e matem o seu sonho.

Por que um sonho morre?

O sonho é uma imagem inspiradora de futuro. Para outros uma semente de possibilidades. Eu gosto muito da definição do livro “Você pode realizar seu sonho” de John Maxwell que diz “sonho é um mapa de proposito e potencial de uma pessoa”.

É muito comum uma pessoa não saber como definir o seu sonho ou ainda dizer que não tem nenhum sonho. Quero ajudar você a entender a razão disso acontecer e como identificar quais os fatores que matam sonhos.  Algumas vezes as sonhadoras são desencorajadas por pessoas de suas relações a sonhar, pelo simples fato de que destruidores de sonhos não se sentem capazes de realizar os seus sonhos.  Então nada melhor do que arranjar companhia para os seus momentos lamúria.  Destruindo e desmotivando quem está sonhando, e com entusiasmo trabalhando na concretização do sonho.

Uma outra forma de perder o seu sonho de vista é desanimar. Na caminhada rumo a realização de um sonho é normal que as dificuldades apareçam, mas é preciso manter o foco.  Fracassos acontecem e em nossa jornada rumo ao sucesso, será necessário lutar muitas vezes as mesmas lutas.  Sinto dizer isso, não é para desapontá-la, mas apenas para ajudá-la a se preparar para quando esses momentos acontecerem.  Então mantenha a calma, sorria e siga em frente.

A tendência de algumas pessoas é aceitar menos do que merecem, então elas sonham menos do que elas querem realmente e no final levarão ainda menos. Por isso tenha sonhos que impulsionem o seu desenvolvimento. Cada ser humano tem infinitas habilidades que devem ser estimuladas e utilizadas para potencializar os resultados desejados.

Falta de confiança é outro fator que faz muita gente desistir. Então trabalhar a autoestima é essencial. Autoestima é um sentimento natural que se desenvolve quando se acredita em si próprio, mesmo quando ninguém mais acredita. Busque o autoconhecimento e aceite-se como você é, com seus pontos fortes e limitadores. Pois limitadores e fracassos se revelam ótimos impulsionadores rumo ao sucesso. No final não há nada que tempo e dedicação não resolva. Para começar que tal anotar as grandes e pequenas conquistas diárias?

Ainda ligado ao emocional há pessoas que deixam seus sonhos morrerem por falta de imaginação. Então é necessário sonhar e todos possuem essa capacidade, mesmo que em sua família ninguém o tenha estimulado a sonhar. Se permita começar agora com pequenas coisas como por exemplo: imaginando o que você falará na sua primeira reunião no dia seguinte ou ainda o que você sentirá ao encontrar um amigo.

Mas se tudo o que eu escrevi acima não se enquadra no seu caso. E você também tem um sonho e consegue descrevê-lo bem, fique atento aos fatores acima e lute como dizem com “unhas e dentes” pela realização dele. Se o sonho não pode ser completo, realize em partes. Mas não cometa “sonhocídio”, renove seus sonhos adormecido.

“Os sonhos são renováveis. Não importa nossa idade ou nossa condição, ainda há possibilidades inexploradas dentro de nós e novas belezas esperando para nascer.”

Dale Turner

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