Otimizando a casa. Otimizando a vida.

Estou sempre em busca de soluções ou métodos que aumentem a minha produtividade. Já dei algumas palestras sobre o assunto, exatamente por praticar isso.  Sou uma pessoa inquieta e que adora fazer muitas coisas ao mesmo tempo.  Com isso qualquer dica que me permita estudar, trabalhar, fazer artesanato e ainda assim curtir minha família e casa, são sempre bem-vindos.

Nos últimos três anos me mudei duas vezes e foram momentos de muito desapego. Na euforia das mudanças tive muitos momentos de achar que não conseguiria fazer as coisas caberem em seus lugares.  Além da sensação de que não tinha tempo a perder organizando tudo o que tenho.  Como meu marido é muito racional e desapegado, ficava olhando a quantidade de roupas dele e a quantidade que tenho.  Está certo que sou mulher e não basta uma camisa e calça para estar bem vestida.  Mas eu perco muito tempo com tudo o que tenho e não “curto” elas tanto quanto eu gostaria.

Precisava simplificar a minha vida, sem tantas coisas para organizar e cuidar, provavelmente teria mais tempo para fazer o que eu quero.  Foi então que começou a minha busca por artigos, livros e materiais que me ajudassem a ver onde eu estava errando.  Acabei criando um painel no Pinterest com várias dessas dicas e no de final de ano o livro da Marie Kondo, chamado A Mágica da Arrumação, ed. Sextante, veio fazer parte da minha biblioteca.

Li todo o livro e bingo no final do livro a chave de tudo… meu coração.  Sim conforme diz a Marie, guarde apenas aquilo que te traz alegria, que fale ao seu coração. Uma roupa que não lhe cai bem, uma blusa que ganhou e não usou, sapatos que não combinam mais e estão desgastados, tem que ir para doação ou lixo.  E até esse final de semana foram sete bolsas para doação e uma para o lixo apenas de roupas.

Meu coração sentimental e traiçoeiro estava me fazendo guardar muitas coisas e objetos por valorizar muito o que recebi de pessoas amigas e queridas.  Para quem me conhece sabe que se não gosto de algo eu não uso, mas acabava guardando por valorizar o gesto da pessoa ao lembrar de mim.  Fiquei refletindo muito e vi que tenho de valorizar as pessoas e não os objetos. Quem sabe sem tanto para arrumar eu comece a ter mais tempo para estar com elas?

A grande verdade é que com esse hábito eu estava com duas caixas de lembranças do tipo cartões de felicitações, cartas, convites, etc.  Já me livrei de uma das caixas sem remorsos e descobri que o que realmente importava eram as lembranças dos momentos em que ganhei e não os objetos em si.  Essa semana tenho a meta de revisar a última caixa.

Eu troquei a ordem da arrumação pulando de roupas para souvenirs, para quem já conhece o método sabe que é uma das coisas que segundo o livro amplia a chance de insucesso. Mas esse era um dos itens de maior incomodo para mim, ter duas caixas dessas lembranças estavam roubando espaço do meu escritório, além de juntarem muita poeira.  E vamos ser sinceros, eu nem parava para olhar o que tinha lá periodicamente.

Não cheguei ainda ao final da minha saga pois ainda restam objetos para avaliar, diferente do que diz o livro de promover a arrumação de uma vez, eu descobri que não tenho físico para tanto.  Foi aos poucos mesmo, então categorizei o que eu queria revisar de acordo com o que me incomodava mais.  Roupas, acessório, bolsas, sapatos (eu já não gostava mais da sapateira atrás da porta do quarto) e papéis em vários armários. A sapateira por exemplo foi para o lixo e os sapatos que me trazem alegria para duas gavetas da cômoda organizados, os demais para o lixo e ainda tem uma bolsa com alguns pares para doação.

Adoro organizadores, mas não adianta investir neles e achar que a bagunça acabará apenas colocando tudo dentro deles. Se não houver descarte e real avaliação do que se deseja os organizadores passarão a fazer parte da bagunça.  Eu usei em uma das gavetas embalagens de sorvete, para organizar melhor alguns itens pequenos que tenho.  Ficou tudo muito bonitinho, mas o melhor de tudo foi me livrar da bagunça.

Confesso que a parte mais divertida foram as muitas dobraduras de roupa. Um desafio à parte. Empilhar roupas e livros é garantia de que o tempo farão eles serem esquecidos no fundo das gavetas e estantes, esse é um momento muito importante.  Sentei diante da TV com várias gavetas e comecei a dobrar.  Alguns modelos copiei da internet e outros tive de descobrir sozinha

Segundo o livro não raro, 60% daquilo que acumulamos é inútil, então ainda tenho coisas para avaliar sem dúvida. Foi um exercício de revisão interior, descartei tudo o que não queria. E o mais bacana de tudo hoje de manhã foi não precisar ir a dois cômodos da casa para me arrumar.

Bem e para quem está ainda curioso com o que diz o livro, seguem os dez mandamentos do método KonMari.

  1. Arrume tudo de uma vez.
  2. O primeiro passo é descartar.
  3. Jogue tudo que não lhe traz alegria.
  4. Separe as coisas por categoria.
  5. Dê visibilidade às coisas.
  6. Deixe itens sentimentais por último.
  7. Evite a intromissão dos parentes.
  8. Prefira o silêncio.
  9. Não compre produtos especiais para organização.
  10. No dia-a-dia, siga um ritual para lidar com os objetos.

 

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